Cras de Santa Fé do Sul oferece aos usuários e profissionais Roda de Conversa Sobre Autismo
O Centro de Referência da Assistência Social (Cras) de Santa Fé do Sul ofereceu na manhã da última quarta-feira, 6 de dezembro, para os usuários e profissionais da saúde, Roda de Conversa Sobre Autismo, o encontro foi mediado pelo professor mestre João Roberto Franco. Segundo a assistente social do Programa de Atenção Integral à Família (Paif), Bruna Fidelis, o tema foi escolhido a partir da demanda do Cras, que conta com um setor exclusivo ao atendimento das pessoas com deficiência.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um quadro clínico caracterizado por déficit persistente e clinicamente significativo que causa alterações qualitativas nas interações sociais recíprocas e na comunicação verbal e não verbal, ausência de reciprocidade social e dificuldade em desenvolver e manter relações apropriadas ao nível de desenvolvimento da pessoa. Além disso, a pessoa apresenta um repertório de interesse e atividades restrito e repetitivo, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados. Assim sendo, são comuns a excessiva adoção de rotinas e padrões de comportamento ritualizados, bem como interesses restritos e fixos.
João exemplificou alguns comportamentos típicos da pessoa com TEA, em especial crianças, e apresentou algumas técnicas do Programa de Intervenção em ABA – ciência de aprendizagem indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratamento de pessoas com desenvolvimento atípico, especialmente o autismo, em que o adulto fornece instruções claras e diretas à criança, fornece dicas necessárias para o ensino de uma habilidade e aumenta a motivação por meio do reforço (seja algum brinquedo, objeto que a criança goste ou elogios).
Na Roda de Conversa os usuários que são pais ou responsáveis por crianças com autismo expuseram as dificuldade enfrentadas o dia a dia e foram orientados sobre como lidar com cada um delas. “A cada 40 crianças, uma é autista. Muitas vezes temos a percepção de que o número de pessoas com autismo aumentou, mas na verdade o que mudou foi a qualidade do diagnóstico, que antes não existia”, reforçou João Roberto.
A secretária de Assistência Social, Silvia Almeida, afirmou que a roda de conversa é sempre um espaço de troca e de aprendizagem. “Quando proporcionamos um espaço onde pessoas que compartilham de uma mesma questão se reúnem, é possível aprender e ensinar com a vivência individual de cada uma. As rodas de conversa são esse espaço, por isso são tão importantes e até solicitadas pelos usuários”, concluiu.